O Natal que mora na imaginação de uma menina negra jequieense
Natal em Jequié Em Jequié, o Natal nunca foi branco de neve, ao contrário, é uma cidade quente, no dito popular mais comum “um sol para cada habitante”. Nos últimos anos as ruas são enfeitadas de luzes piscando entre postes, como se quisessem competir com o calor forte de dezembro. Entre cenários fotográficos instagramáveis cresce o burburinho do comércio da Praça Rui Barbosa. No lugar das chaminés, o cheiro do acarajé se espalha entre as inúmeras guloseimas. As cores — tantas e tão vivas — pintam as memórias da mais tenra idade às infâncias. Eu cresci vendo uma pequena árvore montada na sala, improvisada no coqueiro verdinho de mainha. Dona Zenaide enfeitava os galhos com bolas, fitas coloridas e enfeites brilhantes. O presépio de Dona Delza reunia peças herdadas de anos anteriores, já um pouco desgastadas, outras doadas pelas patroas em São Paulo, mas ainda cheias de sentidos. É curioso, hoje depois de estudar sobre muitas coisas, mesmo sabendo da...