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A quem serve o olavismo no Brasil?

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            Biografia de Olavo de Carvalho?     Caros leitores e leitoras, se você chegou até aqui... Parabéns! Seja olavista, terraplanista, curioso, conhece ou leu alguma “obra”, gosta e ama o grande pensador Olavo de Carvalho, sinto muito te decepcionar, mas, o tal guru é uma verdadeira sabotagem da Ciência, uma assassinato a epistemologia e sobretudo da vida prática de qualquer cidadão, pois, milita contra a dignidade humana e direitos fundamentais. É uma fake filosófica. Relendo algumas obras clássicas de Paulo Freire sinto-me convocada a recontar esta história. Visitando os baús de memórias freireanas e revirando os tecidos, linhas que costuraram um legado vivo, apresento-te, Paulo Freire! Quem é Paulo Freire? Que importância têm sua teoria, sua proposta pragmática para a educação, sua leitura de mundo e práxis que extrapola perspectivas minimalista do “método”? Paulo Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921, em Rec...

Travessias: Ler o mundo com a Anne Shirley

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     O ato de ler não se limita ao texto escrito, a leitura é inerente a nossa existência em fases, etapas e manifestações distintas. Um texto, uma história, um conto, filmes, séries. São experiências diversas de leitura.   A Anne With na é uma narrativa poética da vida de Anne Shirley, uma menina órfã que, após passar infância  em orfanatos e casas de estranhos, sofrendo abusos e violência ela segue por um acaso ou estratégia do destino para adoção e conviver com um casal de irmãos de meia idade,  um tanto resistentes e temerosos, com passar do tempo, a menina ruiva de 13 anos ressignifica com sua amorosidade, sua leitura de mundo, inventividade e imaginação  a história e existência da Marilla e do Matthew Cuthbert , de toda cidade. O mundo de Anne coloca em debate temáticas como: feminismo, gênero, racismo, bullying e preconceito. Com pitadas de humor, drama, resiliência ela nos convida a pensar quem somos em nossas construções e costuras da vida. ...

Pelas mãos de Carolina e Conceição: Memórias, Silenciamentos e Resistência

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      ”Mas de que cor eram os olhos de minha mãe?”   Fabiana Correia Moura O que há de mais belo na afroliteratura, ou pelo menos, o que enxergo e vivêncio, é o modo como as “escrevivências” destas mulheres e suas existências me fazem menina e pegam-me pela mão conduzindo ao caminho de retorno a minha infância. Um tempo feliz, de brincar na rua, jogar bola, rir alto, contar histórias e tomar banho pelas águas do Rio de Contas em Jequié na segunda-feira, dia de lavar roupa.  Estas memórias nos acalentam, pois a face abrupta da escassez, do racismo, da exclusão não faz questão de se esconder, por mais que tentemos nos desviar, as “pulsões de morte” , de medo, caminham paralelas as  “pulsões de vida” disputando espaços nas avenidas da vida. Assim como Carolina Maria de Jesus, sim, “ Meu sonho era escrever “ , a escrita de uma ‘ vida experimentada” que Elane Nardoto desperta no tecer da colcha de fuxicos de suas filosofias femininas. “ Escrita de si’ . ...

Magnólia: Das Mulheres que me atravessam

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  Da série “Mulheres que habita em mim” a maravilhosa geógrafa, mãe, professora e ativista Magnólia Gomes é mais que uma colega de trabalho, é uma daquelas mulheres que a vida nos apresenta como uma verdadeira irmandade. Acredito que advém da ancestralidade comum, um encontro de histórias em seus ciclos no tempo. Em uma das nossas conversas sobre nossos atravessamentos nesta Pandemia, ela me responde com uma mensagem de força e esperança. “Pensando seriamente sobre esta pandemia, cheguei a seguinte conclusão: que realmente “A vida é uma sucessão de sucesso e insucessos que se sucedem sem cessar". Onde infelizmente também passamos por situações adversas como esta de agora e descobrimos que não estamos preparados para enfrentar tamanha dificuldade, mas, que precisamos buscar dentro de nós mesmas resiliência para darmos continuidade a nossa história. E como uma fênix, precisamos criar forças para ressurgir das cinzas dessa pandemia, buscando uma nova forma de vida mais tranquila,...

Travessias Formativas: Edigar Morin e Aillton Krenak

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Entre “Um Festival de Incertezas” e “Ideias Para Adiar o Fim do Mundo”   Refletir sobre a natureza complexa da vida e da existência humana não é um exercício minimalista, ou simplório. Nem sempre estamos preparados para o mergulho interior necessário para nos provocar a pensar e desconstruir verdades que considerávamos inabaláveis. Nós estudamos História e observamos os cenários devastadores das guerras como espectadores diante de um filme.   Sinto que minha geração, em sua maioria, não conseguimos sentir cortar a nossa própria carne e nem consideramos isso necessário.  Perante a leitura do artigo “Festival de Incertezas”, e esta fala fortemente provocativa como todo constructo filosófico de Edgar Morin:   "É TRÁGICO que o pensamento disjuntor e redutor reine soberano em nossa civilização e detenha o comando tanto na política e na economia."     Questiono-me, qual é o meu, o seu, o nosso papel como protagonistas das i...

Travessias em Educação: Entrevista com Dominguinhos

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  Nome completo: Domingos Ailton Ribeiro de Carvalho Área de formação e especializações: Licenciado em Letras, especialista em Literatura e Ensino da Literatura pela UESB  mestre em Memória Social e Documento pela UNIRIO. Cite dois ou três fatos marcantes sobre sua infância e sua vida escolar: Na minha infância destaco o conto que escrevi, aos 6 anos de idade, sobre o velho Pedrão. Pedro era o único nome que ele tinha. Vinha de Palmeira dos Índios, terra   onde o escritor Graciliano Rocha foi prefeito, e pertencia a um grupo indígena dessa localidade em Alagoas. Conheceu Lampião e Padre Cícero. Chegando no sertão de Jequié se tornou trabalhador rural da roça de meu pai. Um carro O atropelou  quando ele e meu pai estavam montados em cavalos. Por ter quebrado a “bacia” não pode mais trabalhar. Para poder ter uma certidão de nascimento e  direito a  aposentadorias, pai  criou um sobrenome para ele: Januário de Freitas  ( Dôga era inv...

Universidade Emancipa, Entender o mundo hoje: pandemia e periferias

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A Rede Universidade Emancipa nos proporcionou uma jornada de formação com a temática “ Entender o mundo hoje, realizado de 5 de maio a 7 de julho de 2020 pela Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e pela Universidade Emancipa, por meio de videoconferências com Carga Horária de 20 horas debatendo diversos temas.     Começamos refletindo O que a crise do coronavírus ensina sobre o capitalismo? ministrada por Ladislau Dowbor,   Professor titular da Economia da PUC-SP , Verónica Gago, Professora de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires (Argentina) , entre outros temas, estudamos ainda A necropolítica no Brasil ontem e hoje com Rosana Pinheiro-Machado, Professora de Ciências Sociais da Universidade de Bath, Inglaterra e Silvio Almeida, Professor de Direito da Universidade Mackenzie, passando por outras questões, amplamente significativas, encerramos estudando e nos provocando a como pensar a educação em tempos de pandem...